1 de mai de 2019

Vídeos em produção



Os vídeos que serão produzidos para a campanha Maio Amarelo 2019 terão como objetivo conscientizar motoristas e motociclistas sobre a complacência com o assunto "segurança no trânsito".

Depois de conversar com diversas pessoas que vivenciam o trânsito, como policiais e agentes municipais, percebi que a causa da Guerra Viária no Brasil está muito além da falta de educação: maioria conhece as regras, só não as obedece plenamente.

A publicação dos vídeos está prevista para a segunda quinzena de Maio, no Canal Automobi. O material será compartilhado na página Motociclista do Bem no Facebook.


Pouca evolução em 20 anos


Entre na máquina do tempo e volte até 1999. Naquele ano pouquíssimos carros novos saíam de fábrica com airbags e ABS, e havia modelos como Mille e Kombi que sequer tinham estrutura preparada para acidentes. Os motociclistas do interior raramente usavam capacete.

A despeito de toda essa despreocupação com segurança, o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito era semelhante ao de hoje, pouco menos de 40 mil/ano. Claro que a frota cresceu muito, em algumas regiões chegou a triplicar, mas evolução proporcional aconteceu na segurança dos veículos, na qualidade das vias e nas tecnologias de fiscalização. Em 1999 quase não havia municípios pequenos com agentes de trânsito.

Tudo isso é mais uma prova que houve pouco empenho por parte dos governos para reduzir o número de acidentes graves. Chegamos ao absurdo de ter anualmente no estado de Pernambuco quase 10 vezes mais vítimas fatais que na Suécia. Além de clichê, colocar toda a culpa no Estado é fácil demais.

Como principal interessado na segurança viária, cada motorista, motociclista, ciclista e pedestre precisa fazer seu papel direitinho. O Estado não é pai que pega na mão e conduz: seu trabalho pelo trânsito sempre dependerá de cada cidadão.

27 de mar de 2019

Novos vídeos sobre segurança

O Canal Automobi atingiu 10 mil inscritos em fevereiro e conforme prometido publicarei nele uma série de três vídeos sobre segurança no trânsito. Contudo, a proposta do novo material será diferente da campanha Motociclista do Bem original, que focava a educação dos motociclistas nordestinos, especialmente os do interior.

A mudança tem seus motivos, entre eles a dificuldade para atingir um público que passa pouco tempo na internet (quando a tem) e que também não é impelido por agentes de trânsito a adotar comportamentos mais seguros, conforme o Código de Trânsito. Não faz sentido produzir uma campanha cujo público está inacessível e desinteressado.

Pouco foi definido sobre o novo conteúdo, então este é o momento das sugestões, que podem ser enviadas pelo formulário de contato abaixo. Lembre-se que todo o projeto é tocado com recursos pessoais, sem patrocínio.

9 de set de 2018

O projeto acabou?

O projeto Motociclista do Bem surgiu da vontade de fazer algo de bom pelo trânsito brasileiro, então em Maio de 2014 fiz a primeira publicação neste blog e no mês seguinte criei o canal no YouTube. Na época morava no Piauí, onde conforme a matéria do link o número de acidentes com motociclistas é preocupante.

Comecei a escrever artigos e percebi que estava no caminho errado, o melhor seria produzir vídeos para serem publicados no YouTube e também distribuídos pelo WhatsApp. O vídeo de apresentação da campanha foi publicado em 1 de Julho de 2014 e contava com uma Honda XRE 300 cedida pela concessionária Ares Motos de Tianguá. As filmagens foram feitas com auxílio de amigos e familiares.

O passo seguinte foi procurar parceiros para divulgar o conteúdo, e o primeiro que pensei foi em algum desses populares blogs de notícias regionais. Telefonei e enviei mensagens para os editores dos maiores e nenhum retornou meus contados. Tive que desembolsar uma quantia relativamente alta para ter meus vídeos publicados no Folha de Parnaíba (link aqui e aqui), e mesmo assim o gasto mostrou-se bem desvantajoso: um vídeo teve apenas 1764 visualizações e o outro apenas 470.

Quem realmente nos ajudou foi a página de humor PHB is dead, que nos proporcionou 19.264 visualizações no vídeo sobre cruzamentos (link aqui). Cheguei a aparecer em uma matéria da TV Delta, emissora de TV aberta de Parnaíba.

Confesso que fiquei desmotivado com o alcance geral das matérias e dos vídeos, então decidi repensar tudo. O trabalho e a faculdade passaram a exigir mais dedicação e projetos pessoais tiveram que ficar em segundo plano. O último vídeo foi publicado em Maio de 2017 e o último post em Outubro do mesmo ano.

Já morando no Ceará, o ano de 2018 começou com novidades importantes, uma delas foi começar o MBA em uma das três melhores escolas do país. A outra foi investir no canal sobre carros no YouTube, o Canal Automobi, parte de um sonho que começou há 15 anos (saiba mais). O site já estava consolidado e garante cerca de 50 mil visualizações mensais.

Minha intenção é voltar a produzir conteúdo sobre segurança no trânsito, mas com uma nova didática e estratégia diferente. Os novos vídeos serão publicados no Canal Automobi quando este tiver 10 mil inscritos.

Se você quer ver novos e melhores vídeos no projeto Motociclista do Bem, inscreva-se nosso Canal Automobi pelo botão abaixo.



Quero agradecer ao Rodrigo da página PHB is dead que divulgou nosso conteúdo sobre cruzamentos, ao Fernando da Delta Motos Parnaíba que cedeu uma Yamaha Factor 125 para gravações, ao David da Ares Motos que cedeu uma XRE 300 para gravações e a todos que apoiaram de outras formas, seja ajudando nas filmagens, seja compartilhando o conteúdo e a ideia.

Espero em breve poder voltar a colaborar com a segurança no trânsito. Caso queira entrar em contato comigo, use o formulário no canto inferior direito desta página.

Diego Menezes
Editor

29 de out de 2017

Ontem morreram quase 300 pessoas

No Brasil temos cerca de 300 mortes por dia decorrentes da violência e de acidentes de trânsito. Mais do que qualquer atentado, mais do que qualquer doença, mais do que qualquer guerra contemporânea. São trezentas vidas perdidas por dia, mais de 100 mil por ano.

Esse é mais um daqueles problemas que não discutimos nas rodas de conversa com amigos. Também não tocamos no assunto durante a campanha eleitoral, quando os políticos visitam nossas casas e simulam alguma empatia. É mais um problema que parece não incomodar ninguém, exatamente como esses outros abaixo. 
  • Cerca de 40 mil mortes por acidentes de trânsito por ano;
  • Cerca de 60 mil assassinatos por ano;
  • Mais de 500 mil vítimas graves de acidentes de trânsito, sendo que 352 mil ficam com invalidez permanente (fonte 1/fonte 2);
  • Mais 500 mil roubos de veículos por ano no Brasil;
  • Mais de 130 mil roubos e furtos só no Ceará (fonte);
  • Congresso mais preocupado com os próprios problemas do que com a defesa dos interesses do povo;
  • Cerca de 500 policiais mortos por ano, quase 100 só no Rio de Janeiro (fonte1/fonte 2);
  • Judiciário prejudicando o trabalho da polícia (fonte 1/fonte 2/fonte 3);
  • Violência crescente, com visível aumento no número de assaltos e roubos feitos por menores de idade;
  • Em vez de punir exemplarmente os maníacos do transporte público, como aquele que ejaculou em várias mulheres, Judiciário prefere colocá-los em "cursos de reciclagem" (fonte);
  • Mais de cinquenta bilhões desviados da Petrobras (fonte);
  • R$ 8.300.000.000,00 gastos com estádios para a Copa de 2014, sendo que boa parte deles é subutilizada ou está degrado (fonte 1/fonte 2);
  • Milhões de reais de dinheiro público gastos com Carnaval (fonte);
  • Mais de R$ 2.000.000.000.000,00 (2 trilhões) em impostos arrecadados anualmente, sendo que quase 40% pagos pelo estado de São Paulo (fonte); 
  • SUS joga no lixo milhões em remédios (fonte);
  • Sistema educacional padronizado que empurra os jovens pobres para o desemprego e para o crime por não prepará-los para o mercado e nem para a cidadania (fonte 1/fonte 2/fonte 3);
  • Universitários que têm dificuldade para ler textos pequenos e resolver cálculos simples (fonte);
  • E o problema não é falta de recursos, mas de gestão responsável (fonte 1/fonte 2);
  • Vereadores ganhando mais de R$ 5 mil por mês em municípios extremamente pobres (fonte);
  • Vereadores que ganham mais de R$ 21 mil e têm direito a diversos benefícios. E apesar de ganharem tanto, boa parte do que fazem é inútil (fonte 1/fonte 2/fonte 3/fonte 4);
  • População reclama do presidente, do senador, dos deputados, do governador, do prefeito e do vereador, mas sequer lembra em quem votou na eleição passada (fonte);
  • Mais de 600 mil presidiários que geram custos enormes e continuam cometendo crimes — quase metade deles sequer passaram por julgamento (fonte 1/fonte 2);
  • Bilhões gastos com publicidade estatal (fonte);
  • Pouca ou nenhuma preocupação com o gestão correta do lixo, fato que irá gerar problemas sérios no futuro próximo (fonte);
  • População que não sabe combater o mosquito Aedes Aegypti (fonte);
  • Metade dos brasileiros sem esgoto (fonte);
  • Milhares de obras inacabadas que geraram custos extraordinários e nunca beneficiarão a população;
O título deste texto parece sensacionalista, mas é verdade. Trezentos ontem, trezentos hoje, trezentos amanhã, e nós não nos importamos muito com isso. Chega de apenas querer que só os políticos façam, precisamos mudar nossas atitudes. Não é obrigação dos políticos dirigir nossos carros com segurança, nos proteger dos acidentes de moto, educar nossos filhos, estudar para ter um bom futuro, não se envolver com o crime etc.

Todos os nossos problemas sociais refletem nosso descaso para com eles. A cada dia há mais pessoas morrendo no trânsito, criminosos nas ruas, lixo acumulado, doenças virais, dinheiro do povo desperdiçado e MENOS qualidade de vida. Precisamos repensar nosso papel na sociedade, precisamos AGIR.

Em 2018 teremos eleição novamente, é bastante desejável ver eleitores menos apaixonados pelos candidatos e mais preocupados com o Brasil.

Este texto foi produzido para a campanha Motociclista do Bem. Saiba mais no blog oficial.

19 de set de 2017

Vídeo sobre cruzamentos passa das 19 mil visualizações



O vídeo sobre cruzamentos (disponível no YouTube aqui) alcançou passou a marca de 19 mil visualizações, sendo maior parte delas na página de humor parnaibana PHB is dead. Agradeço imensamente o apoio da equipe, em especial ao Rodrigo.

Nos próximos dias devo gravar outros dois vídeos, em formato vlogger.

Att,

Diego Menezes

6 de mai de 2017

Capacete barato? Não, obrigado


O sujeito vai na concessionária e compra uma moto de R$ 10 mil, mas na hora de comprar um capacete procura daqueles que custam menos de R$ 100. Faz sentido? Não faz. Capacetes duram muito e têm uma utilidade nobre, proteger a cabeça. É mais importante que um iPhone de última geração, que uma camiseta Lacoste ou mesmo que aquele monte de pizza que comemos durante o ano inteiro (somadas passam dos R$ 500). Bem, se é tão importante, tem que ser bom. 

Nesses dias estou à procura de um casco novo e entre as opções coloquei as marcas LS2, Zeus, Bell (tem uns em conta) e talvez AGV (achei por menos de R$ 900). Quero algo em torno de R$ 500, para ser usado com scooter e apenas na cidade. Gostei do Bell Qualifier DLX Devil May Care Matte verde fosco, me lembra os aviões da Segunda Guerra, assunto que aprecio. Alguns da LS2 e da Zeus também parecem legais, mas o que realmente me impressionou foi o AGV K3 Mugello, o da foto abaixo.

Não vejo motivo para alguém economizar na compra de capacete. Fico impressionado com a quantidade de gente andando de Bros 160 usando Taurus ou outros ainda piores. Parece que as pessoas ainda pensam que capacete deve ser usado apenas para evitar multas.


4 de mai de 2017

Nosso trânsito é uma guerra velada

Em 2015 a seguradora responsável pelo DPVAT pagou 42 mil indenizações por morte e 515 mil por invalidez permanente. Nosso trânsito é mortífero como uma guerra, onera o sistema de saúde e gera um pesado custo social. Infelizmente temos dado pouca atenção a esse fato e a redução desses números segue lentamente.

O Piauí tem a maior taxa de óbito por 100 mil habitantes do Nordeste e uma das maiores do Brasil. Nosso país fica atrás de México, Argentina e até da Rússia, mundialmente conhecida pelo tráfego violento. É algo preocupante, principalmente se for considerado a educação do povo, a qualidade das vias e dos automóveis.

A maior vítima é o motociclista, 76% das indenizações do DPVAT são a eles destinadas. Nosso estado pode reverter essa situação. O governo pode e deve fazer sua parte de cuidar e fiscalizar, mas quem deve realmente promover a segurança é o motorista, é o motociclista. É inaceitável que continuemos perdendo vidas, perdendo profissionais que deixam o mercado de trabalho, perdendo pais, crianças e adolescentes.

O projeto Motociclista do Bem surgiu inspirado em programas europeus como o Década de Ações pela Segurança Viária da Fundação FIA, Visão Zero do governo sueco e em recomendações da Organização Mundial de Saúde. É voltado aos motociclistas, mas através de sua campanha De Bem com o Trânsito atinge também pedestres, ciclistas e motoristas.


1 de mai de 2017

Pergunta do dia: Moto rebaixada é mais perigosa?

Além de proporcionar rodar confortável, a suspensão serve também para manter a moto estável em relação aos desníveis do pavimento, absorver impactos e manter os pneus em contato constante com o solo.

Com uma suspensão travada é impossível fazer dosagem de pressão nos freios em frenagem de emergência, visto que os pneus tendem a quicar e reduzir o atrito. Assim, o espaço de frenagem é prolongado.

Nas curvas os pedais podem tocar o solo e causar desequilíbrio. No mais, devido à impossibilidade de inclinar naturalmente, uma simples manobra de desvio pode levar à queda.

29 de abr de 2017

Campanha "De Bem com o Trânsito"



A partir da primeira segunda-feira de Maio de 2017 iniciaremos a distribuição da campanha De Bem com o Trânsito, composta por cinco vídeos e textos e divulgadas em nosso canal no YouTube e em grupo de canais parceiros, formado por sites e blogs de notícias regionais.

Os cinco vídeos abordarão conteúdos distintos e relacionados às maiores causas de acidentes de trânsito. Serão complementados por textos breves e serão distribuídos ainda por WhatsApp, via grupo próprio e parceiros da cidade de Parnaíba. Interessados em participar do grupo devem enviar número de telefone para formulário de contato no canto inferior desta página.

Inicialmente os sites e blogs parceiros foram convidados, mas eventuais voluntários poderão juntar-se ao grupo tranquilamente, bastando solicitar o conteúdo pelo mesmo formulário. Salientamos que a divulgação do conteúdo demonstra preocupação com uma causa tão nobre quanto o movimento pela redução da violência no trânsito.

Distribuição de DVDs

Após a publicação de todos os vídeos em nosso canal no YouTube, produziremos DVDs para distribuição no trânsito, inicialmente na cidade de Parnaíba-PI. Disponibilizaremos ainda, na capa do próprio disco, link para grupo no WhatsApp e para download de imagem de disco.

28 de abr de 2017

Cruzamentos: de Bem com o Trânsito




Para que não haja acidentes constantes nos cruzamentos existem regras de circulação que devem ser obedecidas. Quando houver a placa Pare a parada é obrigatória. Mas é parar mesmo, colocar o pé no chão e passar três segundos observando o trânsito. Muitas vezes a placa não existe, mas há uma faixa branca bem na esquina à sua frente com o mesmo significado: parada obrigatória.

Nas vias preferenciais não é preciso parar nos cruzamentos, mas é importante manter velocidade reduzida, compatível com a via. Observe a aproximação dos veículos, pois caso algum tente cruzar seu caminho você estará pronto para frear emergencialmente. É muito importante manter velocidade normal para a via porque rápido demais pode não ser visto por quem cruza seu caminho.

Quando não existe sinalização, placa e nem faixa, vale a regra da preferência do veículo que estiver a direita. Atenção: em cruzamentos assim, sem sinalização, todos os condutores precisam imobilizar seu veículo, observar o trânsito, dar preferência para o condutor à sua direita e então seguir. Assista ao vídeo acima para saber mais.

13 de mar de 2017

Yamaha Neo 125


A Honda Biz lidera o segmento de motos familiares desde quando foi lançada, em 1998. Na terceira geração, hoje figura como a popular mais adequada ao uso urbano, sobretudo no interior, onde ruas sem asfalto fazem os scooters sofrerem. Tem como principal qualidade o grande bagageiro sob o assento, capaz de comportar um capacete fechado ou 10 kg de coisas.

A Yamaha tentou bater de frente com a Crypton 105, mas desistiu em 2005 e passou a brigar com o scooter Neo 115, sem sucesso. A Crypton voltou para entrar na briga que incluía a Honda Pop, mas saiu de linha em 2016 e a o negócio agora é entre o novo scooter Neo 125 e a tradicional Biz. Mesmo que tenham formatos diferentes, o objetivo é o mesmo: conquistar jovens motociclistas, donas de casa e também homens que busquem uma segunda moto mais prática.



Neo sucede Crypton. De novo

Sem a Crypton 115 a Yamaha tenta emplacar o scooter Neo 125 como o produto mais acessível da gama, oferecido por R$ 8.000. O nome é o mesmo daquele que sucedeu a Crypton 105 no ano de 2005, mas o produto é completamente novo. O objetivo dele é ser uma alternativa diferenciada às Hondas Biz 110 (R$ 7.400) e Biz 125 (R$ 9.120).

Mesmo sendo melhor e mais barata na versão sem partida elétrica, a Crypton 115 não conseguiu desbancar a Honda Pop nas vendas e foi massacrada pela Biz 100. Tinha boas qualidades e um pequeno porta-objetos sob o assento, mas a Yamaha pecou no marketing e o povo continuou comprando muita Honda.



Yamaha Neo 125

A Yamaha sabe que não consegue concorrer com as Hondas, agora com motor 110, então seguiu um caminho diferente. A Crypton 115K (que custava o mesmo que uma Pop, mesmo sendo infinitamente melhor) deixou de ser produzida para ceder lugar ao scooter Neo 125.

O formato é padrão de scooter, mas as carenagens com formas exóticas tenta ser um atrativo para o jovem, bem como o farol com LEDs, freio combinado com dianteiro a disco e as rodas de 14 polegadas, maiores que a da Honda Lead 110, por exemplo. Mas peca pela falta de porta-objetos com capacidade para capacete fechado (cabe apenas um do tipo aberto), que serviria para compras ou material escolar.

Atrativos diferenciados

Sabendo que o produto não conseguiria por si só bater as concorrentes da Honda, a Yamaha criou atrativos que podem convencer. O primeiro deles é o programa de preços fixos para revisões, que na verdade são caras. A primeira (aos 1000 km) custa R$ 42 e a segunda (3000 km), R$ 38. No entanto, a de 6000 km custa R$ 227.

Há ainda seguro com preço padrão e assistência 24h para problemas básicos. O seguro em parceria com a Mapfre custa R$ 600 por ano e cobre roubo, colisão, danos materiais, morais e corporais. A franquia também é fixa em R$ 900. A assistência grátis no primeiro ano inclui reboque, socorro mecânico, elétrico, chaveiro, danos aos pneus, pane seca, hospedagem, táxi e despachante, dentre outros.



7 de mar de 2017

Protetor de pescoço pode ser solução contra cerol



Algumas fábricas de itens de segurança para motociclistas estão produzindo um protetor de pescoço que promete evitar ferimentos causados por linhas de pipa com cerol. O equipamento tem custo atrativo e parece ser eficiente para substituir as antenas, que podem ferir em quedas.

Esse novo produto envolve o pescoço e fica com a parte inferior sob a jaqueta e a superior dentro do capacete, de modo que não gire ou deixe pele descoberta. Na parte frontal há proteção metálica embutida. Encontramos à venda no Mercado Livre três modelos de fábricas diferentes. 



O da X11 custa cerca de cinquenta reais e é produzido com Neoprene de 3 mm de espessura, um material elástico, aderente e resistente à chuva. Por dentro tem quatro fios de ferro de 1,8 mm e é regulado por velcro. Disponível apenas na cor preta. O da HLX tem formato semelhante e seis fios de aço. Custa cerca de R$ 75,00.

Também de Neoprene, o modelo da Kavallero (foto inicial) chega até o nariz e tem cinco fios de aço de 4,2 mm revestidos com PVC, além de uma camada de poliéster. Deve proteger melhor contra linhas com cerol e também contra o frio. Custa cerca de R$ 130,00. 

2 de mar de 2017

Sensor de ponto cego, o novo amigo do motociclista


Os motoristas brasileiros já podem instalar em seus carros o monitor de ponto cego, equipamento eletrônico daqueles que estão no grupo das "tecnologias amigas do motociclista". Antes disponível apenas em carros de luxo, agora é um acessório vendido para qualquer modelo, mesmo que seja popular.

Também conhecido como sensor de ponto cego, o equipamento identifica através de sinais ultrassom veículos fora do campo de visão do motorista e alerta por meio de sinais sonoros e/ou luminosos. As luzes de aviso podem ser fixadas nas colunas dianteiras, próximas dos retrovisores. Custa entre R$ 600 a R$ 900 instalado e já está disponível no Mercado Livre. Quanto mais carros terem o acessório, melhor para os motociclistas.

24 de fev de 2017

Inscreva-se em nosso canal


Em breve daremos continuidade à produção de vídeos para nosso canal no YouTube. Os novos vídeos abordarão os assuntos tratados em textos nesta página, de forma simplificada e ilustrada para facilitar a compreensão daqueles que não têm tempo para a leitura.

Inscreva-se no canal do Motociclista do Bem pelo botão a seguir e fique por dentro do nosso conteúdo.

Além no YouTube, estamos ainda no Instagram e no Twitter.


23 de fev de 2017

DPVAT: Onde dar entrada?



Para receber o prêmio do seguro DPVAT não é preciso procurar advogado, despachante ou qualquer outro intermediário. A Seguradora Líder disponibiliza cerca de 8 mil pontos de atendimento que permitem às vítimas de acidentes de trânsito darem entrada no processo por conta própria. 

Nas pequenas cidades do interior as agências dos Correios estão aptas a realizar o atendimento, basta a pessoa interessada (a vítima) levar consigo a documentação correta. Nas cidades maiores, empresas e órgãos parceiros, como corretoras de seguros, sindicatos e as próprias agências dos Correios, também estão habilitadas a prestar atendimento.

Clique sobre a imagem acima para consultar um ponto de atendimento.

Como limpar a corrente de transmissão



A terra é a maior inimiga da corrente de transmissão porque funciona como um esmeril que desgasta o metal toda vez que a moto anda. É preciso retirar essa terra pelo menos uma vez a cada dois meses ou menos. Você precisa apenas de:

  • 200 ml de óleo diesel;
  • Escova de dentes descartada ou pincel de cerdas duras;
  • Lata de margarina 500g vazia ou bandeja de alumínio (de bolo, por exemplo) retangular inutilizada;
  • Ferramenta para remover a tampa do pinhão;
  • Chave de fenda velha.

Passos

  1. Coloque a moto sobre o cavalete;
  2. Retire a tampa do pinhão;
  3. Molhe a escova/pincel no óleo e esfregue a corrente pela parte de baixo. Mantenha a lata/bandeja abaixo do pincel para coletar todo óleo que escorre. Gire a roda até completar roda a corrente, com bastante cuidado para não deixar óleo cair no chão;
  4. Escove a coroa e o local do pinhão e remova a crosta com a chave de fenda;
  5. Monte a tampa do pinhão;
  6. Lave a moto conforme nosso Guia;
  7. Verifique a folga da corrente e faça a regulagem conforme consta no manual da moto;
  8. Lubrifique a corrente com lubrificante apropriado ou óleo SAE 80 ou SAE 90;

Cuidados


  1. Não jogue o óleo dentro do tanque de lavar, pia ou esgoto e nem na terra. Recoloque dentro da garrafa, espere a terra ir para o fundo e transfira apenas o líquido para outro recipiente. O mesmo óleo diesel pode ser utilizado várias vezes.
  2. Ao contrário do diesel, querosene danifica os retentores dos elos da corrente.

[Foto: Zero Motorcycles]

16 de fev de 2017

Tecnologias a serviço da segurança do motociclista



Os dispositivos eletrônicos de segurança para motocicletas estão aparecendo e evoluindo rapidamente. Desde o lançamento do ABS para motos em 1994, outros "anjos" apareceram e estão se tornando populares. Evidentemente, as tecnologias precisam descer a hierarquia de preço de mercado, então o que hoje está disponível apenas numa KTM pode ser item de série numa XJ6 em cinco anos e numa Titan em dez.

ABS


O sistema dispensa maiores apresentações. Evita o travamento das rodas durante a frenagem. Está cada vez mais popular: na Europa equipará todas as motos com motor igual ou maior que 125 a partir de 2016 e no Brasil é opcional nas Hondas CB 300R e XRE 300.

eCBS


Distribui a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro de acordo com a necessidade e independente da proporção aplicada aos comandos. Ao contrário daquele que equipa a Honda Titan e boa parte dos scooters, é eletrônico e dependente do ABS.

HHC (Controle de subida)


Hill Hold Control, em subidas íngremes segura o freio por um segundo ou até a moto sair do lugar. Evita que a moto desça para trás e cause uma vergonhosa queda. É útil em motos pesadas, principalmente com garupa.

MSC (Controle de Estabilidade)


Motorcycle Stability Control, o novo anjo da guarda dos motociclistas. Evita derrapagens durante curvas, evita que a moto volte à posição vertical durante uma frenagem em curva e evita empinadas por excesso de aceleração. O dispositivo atua em conjunto com ABS, eCBS, TCS e acelerador eletrônico para medir inclinação, aceleração, força de frenagem e cortar aceleração. Equipa, entre outras, a KTM Adventure 1190.


TCS (Controle de tração)


Traction Control System, evita o destracionamento da roda traseira durante a aceleração. O TCS não permite que a roda traseira gire em falso e atua em conjunto com o ABS e o acelerador eletrônico, pois depende do sensor de rotação e da aplicação do freio. Indispensável em motos potentes, está presente em Yamaha R1 e Kawasaki ZX-10R.